Nos idos de 1918, Eurípides Mesquita Rodrigues,
então com aproximados 23 anos, foi convidado por
seu tio Juvenal Mesquita, a deixar a cidade de São
Sebastião do Paraíso, em Minas Gerais, onde residia com seus pais e irmãos, e vir para o “sertão”,
como era conhecido o Norte do Paraná na época, abrir uma extensa gleba de terras de sua propriedade. Seu espírito aventureiro, aliado as poucas perspectivas oferecidas pelo Sul de Minas naquele período, fez com que ele não titubeasse, aceitando de pronto a proposta de seu tio, mesmo sabendo dos riscos que acompanhavam de perto quem se embrenhava naquela então inóspita região.
Antes que partisse, sua mãe o abraçou fortemente, beijou sua face e lhe deu uma pequena medalha de Santa Terezinha do Menino Jesus e da Sagrada Face, pedindo que ela o protegesse na jornada e recomendando a ele que recorresse a ela toda vez que se sentisse em perigo.
Como era uma área muito grande, certa feita, viu-se perdido no meio da densa floresta. Depois de vagar por vários dias sem um rumo preciso, com fome, sede e entrando já em desespero, lembrou-se das palavras de sua mãe, ajoelhou-se e apertou a medalha de Santa Terezinha contra o peito. Rezou pedindo a ela que o ajudasse a se orientar. Logo, levantou-se, e reiniciou confiante a sua caminhada e logo se deu conta de que estava próximo de local onde estava seu barraco. Grato a Santa Terezinha, anos após o acontecimento, quando veio o primeiro padre, contou a ele o acontecido e pediu humildemente que desse o nome à paróquia de Santa Terezinha do Menino Jesus e da Sagrada Face, no que foi atendido.