Ontem cidadão romano, hoje cidadão tomazinense!
O jovem Inocêncio, viveu no século III da era cristã, no início da Igreja Católica, há aproximadamente 1700 anos atrás. Deste não temos com precisão sua idade, mais provável que tivesse entre 16 a 18 anos. Naquele tempo era difícil ser cristão, seguidor do Cristo. Hoje podemos ir à missa, rezar publicamente e dizer que somos católicos, todavia, no tempo do jovem Santo Inocêncio o imperador de Roma mandava que fossem presos todos os que publicamente diziam ser cristãos. Os cristãos eram convidados a renunciarem a sua fé, dizendo que não acreditavam em Jesus Cristo. A maioria deles, muito pelo contrário, proclamava com maior firmeza, “eu creio em Jesus”. Dessa forma, eram conduzidos a torturas e levados a morte, seja comidos por animais ferozes, decapitados, crucificados, jogados em tachos com óleo fervendo entre outras formas. Santo Inocêncio foi decapitado, ou seja, sua cabeça foi cortada, pena que era aplicada apenas a cidadãos romanos. Assim aconteceu, que num dia glorioso, o jovem romano, o qual é chamado de Santo Inocêncio, disse com toda força: “Eu creio em Jesus Cristo e na vida eterna”, e o carrasco cortou sua cabeça. A este tipo de morte chamamos de “martírio”, ou seja, foi “Mártir”, morreu pela sua fé no Cristo. Seu sangue foi semente para que outras pessoas se convertessem a Jesus, pois viam que a coragem e a fé do santo era grande, e que realmente existia a vida após a morte. Vida que vem da Cruz de Cristo. O corpo de Santo Inocêncio foi levado para as cavernas (Catacumbas de São Calixto) debaixo da cidade de Roma, junto com o corpo de outros milhares de mártires, alguns deles muito conhecidos por nós, como Santa Cecília e São Tarcísio. Os ossos de Inocêncio foram retirados das catacumbas em 1833 e levados a cidade italiana de Lendinara, junto com o corpo de outros 18 mártires. No ano de 1975, frei Carlos Maria, pároco de Tomazina, conseguiu que os ossos do santo, os quais chamamos de relíquias, pudessem vir para Tomazina. Frei Mário Massarente, nascido na Itália, ajudou muito nas negociações. O dia da chegada destas relíquias em Tomazina foi nove de novembro de 1975, no estádio Moisés Chueire, vindas de helicóptero. Subiu em procissão até a Igreja e o bispo diocesano Dom Pedro Filipak presidiu a Missa para mais de 20 mil pessoas. Na ocasião foi composta a oração oficial. Assim, Santo Inocêncio, antes cidadão romano, agora se tornava cidadão tomazinense, intercedendo por todos os devotos e romeiros que chegam à ornada Igreja paroquial de Nossa Senhora da Conceição Aparecida. Há 34 anos ele está entre nós, ensinando-nos a abraçar a fé no Cristo e vivê-la com coragem e entusiasmo. Neste ano de 2010 caminhamos para a comemoração de seus 35 anos.
Sem. Alex de Oliveira Nogueira
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